COM NÚMEROS NA MÃO: SINDAOPCPB apresenta tabela salarial do Nordeste e projeta os próximos passos da luta por valorização

COM NÚMEROS NA MÃO: SINDAOPCPB apresenta tabela salarial do Nordeste e projeta os próximos passos da luta por valorização

Publicada a recomposição acordada, PB sai do pior salário inicial, mas final da carreira ainda é o último da região. Categoria precisa continuar unida para reduzir distanciamento histórico.

O SINDAOPCPB recebeu com meia satisfação a publicação da correção da recomposição salarial da categoria investigativa, conforme acordo firmado com o governo. O reajuste diferenciado, fruto de diálogo sério e transparente, era uma reivindicação antiga e representa um primeiro e importante passo para reduzir as distorções construídas ao longo dos últimos anos, especialmente após a implantação dos reajustes lineares e a conquista da data-base.

Para dimensionar com clareza o tamanho do desafio e o caminho que ainda precisa ser percorrido, o sindicato traz a público um levantamento atualizado com os valores praticados nos estados do Nordeste. A comparação revela um retrato fiel da realidade da nossa categoria e reforça a necessidade de manter o ritmo de luta.

PosiçãoEstadoVencimento InicialVencimento Final
MAR$ 7.663,42 (R$ 8.638,77 em jul/26)R$ 11.225,36 (R$ 12.654,06 em jul/26)
BAR$ 7.562,63R$ 10.011,58
PIR$ 7.210,48R$ 10.457,79
CER$ 6.796,93R$ 13.758,93
SER$ 6.170,36R$ 14.595,59
PBR$ 5.996,44R$ 9.143,28
RNR$ 5.983,65R$ 16.169,87
PER$ 5.400,00 (…previsão jun/26)R$ 9.974,73 (…previsão jun/26)
ALR$ 5.318,62R$ 16.269,80

*📊 Média Nordestina: Salário Inicial – R$ 6.455,80 / Salário Final – R$ 12.400,77*

O que os números mostram?

Com a recomposição conquistada, a Paraíba alcança a 6ª posição no salário inicial da região, deixando para trás a incômoda condição de pior remuneração de partida. É uma vitória, sem dúvidas. No entanto, quando olhamos para o final da carreira, o cenário acende um alerta: continuamos na última colocação do Nordeste, com um dos menores tetos salariais.

“Os números não mentem. Eles mostram que acertamos ao priorizar o diálogo e a construção de uma relação de respeito com o governo. Conseguimos sair do fundo do poço no salário inicial. Mas também revelam a dureza do caminho pela frente. O fosso histórico que separa nossa categoria dos peritos e delegados e o distanciamento dos nossos vencimentos finais em relação à média da região precisam ser enfrentados com a mesma seriedade e verdade que pautaram essa primeira conquista”, avaliou Charles Lustosa, presidente do SINDAOPCPB.

O desafio da aposentadoria e a luta que não para

A tabela também escancara um problema grave: o baixo vencimento final impacta diretamente na qualidade da aposentadoria dos policiais. Muitos companheiros, após décadas de serviço e expostos a um regime de trabalho cruel, são empurrados para a aposentadoria compulsória aos 75 anos, sem conseguir uma transição digna.

“Não podemos aceitar que quem dedicou a vida à segurança pública chegue ao fim da carreira sem perspectiva de descanso. Esse debate passa pela recomposição final e pelo resgate da aposentadoria especial, retirada de nós pela EC 103/2019 pelo governo federal e voltamos a tratar na PEC 18/2025 junto com a COBRAPOL. Já levamos essa pauta ao governador e vamos continuar cobrando. É um compromisso inegociável”, reforçou Charles Lustosa.

Saúde financeira do estado fortalece argumento para novos avanços

Este cenário de defasagem salarial contrasta com a robusta saúde financeira do estado da Paraíba. Dados divulgados em fevereiro de 2026 pelo Tesouro Nacional e pela Secretaria da Fazenda do Paraná revelam que a Paraíba é o terceiro estado do Brasil com maior disponibilidade de caixa livre, acumulando aproximadamente R$ 4 bilhões em recursos disponíveis para investimentos e custeio . O estado também figura no seleto grupo dos sete estados brasileiros com melhor saúde financeira, ostentando a condição de “credor líquido” — ou seja, com mais recursos em caixa do que o total de suas dívidas . Entre todos os estados do Nordeste, a Paraíba lidera o ranking de solidez fiscal . Esse cenário confere ao governo estadual plenas condições de avançar nas negociações com a categoria, transformando a responsabilidade fiscal em efetiva valorização dos servidores que entregam excelência à sociedade paraibana.

O momento é de união

O presidente conclama a categoria a seguir unida. “Essa conquista veio porque tivemos paciência, diálogo e argumentos técnicos. Agora, com os números em mãos, mostramos à sociedade e ao governo que é possível e necessário avançar mais. A Paraíba tem uma das polícias mais elogiadas do país, premiada pela excelência do trabalho entregue à população. Essa qualidade precisa ser reconhecida também na valorização profissional, da entrada à aposentadoria.”

O SINDAOPCPB segue vigilante, com diálogo aberto, respeito e transparência, para construir uma carreira digna para todos os servidores da Polícia Civil da Paraíba.

A luta continua. E com união, a próxima conquista virá!

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charles lustosa dos passos

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